7) O Lançador de Discos

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Reconhecer diferentes movimentos de objetos do nosso cotidiano; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir um protótipo de Lançador de Discos, além de Compor quadro para possível correlações entre movimentos;

Ao Nível de Aplicação: Concluir diferenças entre Rotação e Translação e suas aplicações no mundo real; 

Competências Gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

Esse projeto pode ser conectado com um Plano de Aula de Ciências sobre “Movimentos da Terra”. Clique-aqui para visualizá-lo.

Esta aula compõe os pilares de Letramento Tecnológico e Letramento Científico da metodologia Flylab da Barco Voador.

Contexto

 

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações:

Comece contando conversando com a turma sobre qual é a diferença entre um ventilador e um elevador. Se possível, mostre as imagens acima. Se houver ventilador na sala, ligue-o e pergunte a diferença entre os dois. É esperado que as respostas comecem pelas diferenças físicas dos objetos, por exemplo: “Um é maior e o outros é menor”, “Um fica geralmente em salas” e o “Outro?”. 

Discuta com a turma:

  • Quais são as diferenças físicas de cada um?
  • Quem se movimenta mais rápido?
  • Como cada um se movimenta? (Espera-se aqui a conclusão que um está “rodando” e outro está indo “para cima e para baixo”)

Registre o que os alunos forem falando. Você pode, por exemplo, montar no quadro dois quadrantes, um com as características do “Elevador” e outro com as características do “Ventilador”.

Após as últimas respostas dos alunos sobre os movimentos, desenhe no quadro ou mostre o desenho acima e explique que:

A rotação é o movimento circular de um objeto ao redor de um centro ou ponto de rotação. No movimento de rotação, todos os pontos do objeto percorrem trajetórias circulares com a mesma velocidade. 

Já a translação é um movimento no qual se modifica a posição de um objeto. No movimento de translação, todos os pontos do objeto percorrem trajetórias paralelas e apresentam a mesma velocidade. Um exemplo de movimento de translação é o de um elevador. Ele sobe e desce, mas não tem rotação, portanto, em qualquer instante, todos os pontos do elevador têm a mesma velocidade.

 

Desafio

 

Tempo sugerido:  25 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se alguém tem sugestões do que aconteceria se juntarmos um “ventilador” com um “elevador”. A brincadeira provavelmente irá gerar respostas mais descontraídas. Diga que agora nós vamos planejar nossa investigação em relação a nossa pergunta acima.

Divida a turma em grupos de 3 ou 4 alunos. Peça para cada grupo montar um quadro SQA (O que sabemos? O que queremos saber? Como podemos aprender?) em uma folha única (A4 ou do próprio caderno) para o grupo, com uma coluna para cada uma destas perguntas e ir registrando a opinião de todos os membros do grupo. As respostas que esperamos irão vir em torno de “Rotação e Translação são movimentos..” para a pergunta “O que sabemos”, “O que acontece quando juntamos rotação com translação ou ventilador com elevador?” para “O que queremos saber”, e “Construir um protótipo dos dois, fazer um experimento..” para “Como podemos aprender?”.

Estimule respostas criativas e, caminhe pela sala enquanto os alunos estão desenvolvendo suas respostas para os seus quadrantes.

Ao fim da aula, comente que no próximo encontro vamos construir um protótipo para descobrir o que acontece quando “somamos” rotação com translação.

 

estática do ponto material e a estática do corpo rígido. 

Mão na Massa

Tempo sugerido: 50 a 100 minutos

Orientações: 

Antes da aula, reveja o vídeo acima de montagem, e as instruções impressas também junto aos projetos. É importante ter todos os passos memorizados, e já se antecipar a possíveis dificuldades que os grupos terão ao decorrer da montagem.

Pergunte aos alunos se eles lembram-se da última aula, e com qual pergunta finalizamos a aula “O que acontece quando somamos os “movimentos” rotação e translação”. Apresente aos alunos o projeto que será construído “O Lançador de Discos“. Diga que será a oportunidade de colocar a mão na massa, e construir nosso próprio protótipo para descobrir respostas. Estimule a empolgação dos alunos.

Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos. Peça para que tirem todos os itens das caixinhas, e coloque sobre a mesa de trabalho. Aproveite este momento para estimular a curiosidade das crianças, passando peça por peça, e perguntando a eles se têm ideia o que cada uma é, e onde irá se encaixar no projeto. Após analisar todas as peças, peça para eles tentarem montar, da própria cabeça, como ficaria o Lançador.

Você irá reparar que eles terão dificuldade, em sua maioria, para imaginar como seria o lançador, sem a instruções. Aproveite para comentar como é importante a gente sempre seguir instruções precisamente, e é assim que robôs e computadores “pensam”, eles seguem muito bem instruções. Neste momento oriente-os a abrirem o manual de instruções, e começarem a seguir o passo a passo até completarem.

Quando o Lançador estiver pronto, explique que ao colocarmos os “Discos” no lançador, nosso motor está em movimento de rotação, e quando toca o disco essa força é passada para ele, que têm o movimento de translação iniciado e sai voando!

Materiais Necessários: Chaves de fenda.

Sistematização

 

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Permita que compartilhem seus aprendizados e dificuldades em montarem o projeto em grupo. Mostre a imagem acima pergunte se entenderam o que estava realmente acontecendo. Explique que conceitualmente  que o que aconteceu foi uma “Superposição de Movimentos”, ou seja, quando atiramos o discos estamos somando os movimento de rotação mais o movimento de translação. O resultado é o disco sair voando, ou conceitualmente “Velocidade tangencial”.

A velocidade tangencial é componente da velocidade tangente à trajetória de um projétil. Sendo o projétil, qualquer objeto que se move através do ar ou do espaço, sob influência da gravidade.

Temos também, como exemplo, o movimento de uma bola. Observe que a bola faz um movimento de rotação de translação para rolar.

Curiosidade a ser comentada:

Discóbolo (Lançador de discos) é uma famosa estátua do escultor grego Mirón – produzida em torno de 455 a.C. – que representa um atleta momentos antes de lançar um disco.

Mirón representa o corpo em seu momento de máxima tensão, esse esforço porém, não é refletida na face do atleta. Outras características da escultura são a harmonia, o balanceamento e a simetria das proporções corporais. Assim como tantas outras obras gregas, perdeu-se o original feito de bronze e restaram apenas cópias romanas.

O lançamento de discos entrou como parte do pentatlo olímpico, no ano de 708 a.c. Hoje em dia, o recorde de lançamento de discos em é de 74 metros (disco de 2kgs, com 22cm de diâmetro). O Recorde foi conquistado em 1960, pelo alemão Jurguen Schult.

 

Referências Bibliográficas:

CASTELAN, J.; BARD, R. D. Implementação das metodologias ativas de
aprendizagem nos cursos presenciais de graduação. Revista Vincci, v. 3, n. 1,
p. 2-22, 2018.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

R.C. Hibbeler, Mecânica – Estática, Oitava Edição, Livros Técnicos e Científicos Editora, Rio de Janeiro, 1999.

SILVA, Domiciano Correa Marques da. “Equilíbrio do corpo extenso”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/equilibrio-corpo-extenso.htm. Acesso em 21 de maio de 2020.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições da
neurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Websites:

http://www.uel.br/cefe/portal/pages/discobolo-de-miron.php

http://efisica.if.usp.br/mecanica/basico/centro_gravidade/equilibrio/

http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap2/cap2-1.html

 




6) O RobôDino (Cadeias Alimentares e Extinção)

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Distinguir diferentes espécies de Dinossauros e suas características, Associar equilíbrio da cadeia alimentar ao meio ambiente; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir um dossiê com características dos Dinossauros, além de Inferir sobre o papel deles antigamente na cadeia alimentar; 

Ao Nível de Aplicação: Concluir que as cadeias alimentares são precisam de equilíbrio com o meio ambiente; 

Competências Gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

EF04CI04 – Analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos.

Esta aula compõe os pilares de Letramento Tecnológico e Letramento Científico da metodologia Flylab da Barco Voador.

Contexto

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Inicie a aula mostrando a imagem acima. Pergunte aos alunos do que eles acham que se trata tal ilustração. Instigue perguntando o que seriam as setas de um lado para o outro, o que é cada “sombra”.

Discuta com a turma:

  • São animais desenhados?
  • Quais são esses animais?
  • Todos eles existem até os dias de hoje?
  • Por que alguns existem e outros não hoje em dia?

Não se preocupe com a precisão das respostas no momento. A intenção é provocar os alunos em torno do nosso assunto. Encerre o contexto explicando que se trata de uma cadeia alimentar da Era Jurássica. Mas o que é uma cadeia alimentar?

Desafio

 

Tempo sugerido:  10 minutos

Orientações: Ofereça aos alunos a imagem acima da cadeia alimentar. Pergunte aos alunos se eles já sabiam o que é uma “Cadeia Alimentar”. Assim, comece a explicar da base (Produtores) o que é cada ser vivo da imagem. A partir daí, vá subindo na cadeia até o topo com o T-Rex. Os maiores compõem a base da cadeia. Comente que os produtores de energia (na base), tem essa “energia” ou “alimento” passados para os andares de cima da pirâmide.

Discuta com a Turma:

  • Quem são os animais herbívoros e carnívoros nessa cadeia?
  • Quem produz energia?
  • O que acontece se retirarmos algum animal dessa cadeia alimentar?

Escreva a cadeia alimentar capim > gafanhoto > sapo > cobra no quadro ou mostre um cartaz com imagens desses animais e as setas correspondentes. Sugira que os alunos façam uma escrevam uma cadeia semelhante em seus cadernos, retirem qualquer um dos seres vivos da cadeia e, escrevam as consequências diretas e indiretas dessa ação.

Abra para discussão geral focando as implicações disso. Quando ocorre a diminuição ou a extinção de determinada população, temos a diminuição de indivíduos que se alimentam dessa população e o aumento do número de organismos que serviam de alimento para ela.

Proponha que os alunos atentem para o fato de que, em uma cadeia alimentar, todos os organismos se relacionam, desde os tempos dos Dinossauros. 

 

Mão na Massa

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: 

Fale com os alunos que agora vamos brincar de “Dossiê Dino”. Divida os alunos em até 5 grupos, e cada um deles ficará responsável a fazer uma rápida pesquisa sobre uma espécie de dinossauro específica. São eles T-Rex, Velociraptor, Triceratops, Braquiossauro e Parasaurolophus. Baseando-se em suas pesquisas, cada grupo irá preencher o seu Dossiê Dino (imprimir aqui) e ao final apresentar aos outros colegas de classe. Além disso, eles pode pintar com canetinhas e lápis de cor, seus RobôDinos de acordo com as características de suas espécies, e apresentar junto com o Dossiê Dino para a sala.

Caso você não tenha acesso à internet, pode imprimir as reportagens abaixo e entregar a cada grupo para concluírem seus Dossiês.

Grupo 1 – T rex: https://www.estudokids.com.br/tiranossauro-rex-caracteristicas-e-classificacao-cientifica/

Grupo 2 – Velociraptor: https://www.infoescola.com/dinossauros/velociraptor/

Grupo 3 – Triceratops: https://www.colegioweb.com.br/dinossauros/triceratops.html

Grupo 4 – Braquiossauro: https://escola.britannica.com.br/artigo/braquiossauro/480835

Grupo 5 – Parasaurolophus: https://www.colegioweb.com.br/dinossauros/parassaurolofo.html

Materiais Necessários: Dossiê Dino impresso, Lápis (colorido também), Caneta (coloridas também), RobôDinos.

Curiosidade: Você pode passar um vídeo com a reconstrução sonora dos sons e grunhidos dos antigos dinossauros em sala de aula:

Sistematização

 

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Permita que compartilhem seus aprendizados e dificuldades em montarem o projeto em grupo. Mostre a imagem acima e explique que assim como a cadeia alimentar da Era dos Dinossauros existia, ela também está presente nos dias de hoje. Lembre que os dinossauros foram extintos por uma causa externa (Meteoros e etc), mas que hoje nossos animais podem ser extintos por outras razões, muitas vezes como a interferência humana.

Pergunte o que os alunos acham que poderia causar a extinção dos animais hoje em dia. Proponha que busquem alguma relação entre o ambiente e a extinção e comentem as diferentes razões da diminuição da população de cada espécie. Caso não consigam estabelecer essa relação, pergunte, por exemplo, o que os alunos acham que aconteceria com os animais caso a floresta em que vivem fosse desmatada.

Finalize relembrando com eles o conceito de cadeia alimentar. Assim, todos podem concluir que a cadeia seria afetada e os animais que dependem dela estariam ameaçados.

 

Referências Bibliográficas:

CASTELAN, J.; BARD, R. D. Implementação das metodologias ativas de
aprendizagem nos cursos presenciais de graduação. Revista Vincci, v. 3, n. 1,
p. 2-22, 2018.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições da
neurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Websites:

https://escola.britannica.com.br/artigo/tiranossauro/482737

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160315_tiranossauro_descoberta_dominancia_lgb

https://escolakids.uol.com.br/ciencias/o-maior-dinossauro-mundo.htm

http://educacao.globo.com/biologia/assunto/ecologia/cadeias-e-teias-alimentares.html

https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-04-24/cientistas-buscam-em-dinossauros-as-origens-da-postura-das-aves.html




6) O RobôDino

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Associar equilíbrio do nosso corpo com o centro de gravidade de outros corpos e objetos; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir um protótipo de Robô Dinossauro, além de Inferir onde seria o seu centro de massa; 

Ao Nível de Aplicação: Concluir nosso equilíbrio é baseado em um centro de massa; 

Competências Gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

Esse projeto pode ser conectado com um Plano de Aula de Ciências sobre “Cadeias Alimentadores e Extinção”. Clique-aqui para visualizá-lo.

Esta aula compõe os pilares de Letramento Tecnológico e Letramento Científico da metodologia Flylab da Barco Voador.

Contexto

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Inicie a aula passando o vídeo sobre os robôs “Spot” da empresa norte-americana Boston Dynamics. Para passar o vídeo, é preciso dar contexto aos alunos sobre qual é essa empresa e qual é a finalidade desses robôs. A Boston Dynamics é uma empresa estado-unidense de engenharia robótica que ficou famosa pela construção de robôs avançados, os quais possuem comportamentos notáveis como: mobilidade, agilidade, destreza e velocidade. São robôs construídos com finalidade militar e logística.

Discuta com a turma:

  • Por que estão tentando derrubar esses robôs?
  • Para qual fim será que eles construíram esses robôs?
  • Onde eles estão?

Não se preocupe com a precisão das respostas no momento. A intenção é provocar os alunos em torno do nosso assunto. As respostas em geral devem ir em direção ao “Equilíbrio” dos robôs, ou seja, eles estão testando a capacidade dos robôs de se manterem “de pé” em situações adversas, e isso é muito importante no desenvolvimento de máquinas e robôs que poderão estar em situação e lugares diversos.

Desafio

Tempo sugerido:  35 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se alguém tem sugestões do que seria “Equilíbrio”. Provavelmente as respostas irão vir em torno da habilidade de “se manter de pé algum objeto ou pessoa”. 

Discuta com a Turma:

  • Como nos mantemos em equilíbrio?
  • Onde visualizamos equilíbrio na rua? (Carros,Bicicletas..) Se tirar uma roda de um carro ele se mantém em equilíbrio? E da bicicleta?
  • Onde mais tem equilíbrio? (Circo, com o equilibrista..)
  • Quando você está em movimento, por exemplo correndo, já notou como é difícil frear? Por que será?

A intenção aqui não é ter respostas precisas, mas apenas direcionar para a próximo dinâmica que usaremos como catalizadora das respostas.

Dinâmica de Equilíbrio:

Agora, a turma vai trabalhar em uma dinâmica investigativa sobre o equilíbrio. Nós vamos precisar de uma sala ou ambiente um pouco mais espaçoso, ou que, pelo menos os alunos tenham acesso a uma parede para realizar as experiência com o próprio corpo. Diga que agora nós vamos comprovar se temos ou não equilíbrio mesmo em nossos corpos.

O ideal é que todos os alunos possam realizar a dinâmica na parede, se não for possível, escolha um ou mais alunos e utilize-o como exemplo na frente da sala. Caso não seja possível também, utilize um professor auxiliar para realizar cada uma das posições.

Passe aos alunos, uma instrução por vez. Primeiro peça que tentem ficar em equilíbrio na posição onde nós sabemos que haverá equilíbrio (por ex, na dinâmica 1, levar o calcanhar normalmente – depois tentar fazer o mesmo encostado na parede). Caso queira mais referências, assista esse vídeo de dinâmicas parecidas.

1) Fique de pé bem junto a uma parede, tente levantar os calcanhares e se manter desse jeito. Você vai ver que não consegue.

2)Encoste o ombro em uma parede, tente levantar a perna mais afastada e se manter nessa posição!. Essa experiência, como a anterior, mostra que o equilíbrio exige um deslocamento do corpo que mantenha a vertical passando pelo centro de gravidade e pela base de apoio do corpo.

3)Tocar os pés com as mãos sem dobrar os joelhos é fácil para quem está em forma. Mas tente fazer isso com o corpo junto a uma parede..

Finalize a experiência explicando que nós perdemos o “equilíbrio” quando mudamos de posição por que nós modificamos nosso centro de gravidade. Nós temos algo chamado de “Centro de Massa” e quando ele é modificado, acabamos perdendo o equilíbrio. Diga (com ar de mistério) que na próxima aula nós vamos construir nosso próprio robô com o centro de gravidade perfeito e que ele vai ter uma “carinha” muito mais divertida do que aquela que vimos no vídeo.

Para saber mais:

O equilíbrio dos corpos é mais comum no nosso cotidiano do que podemos imaginar. Os móveis do seu quarto, as edificações e você mesmo, agora, lendo esse texto, estão submetidos a um conjunto de forças que estão se cancelando e contribuindo para o estado de equilíbrio.

A mecânica é um ramo da Física que estuda o repouso ou movimento dos objetos. Para iniciarmos o raciocínio, repare agora, de onde você está, que seu corpo busca a estabilidade. Se você se desequilibra, busca o eixo imediatamente.  A estática é a área da mecânica que estuda o equilíbrio dos corpos e pode ser dividida em duas partes: a estática do ponto material e a estática do corpo rígido. 

Mão na Massa

Tempo sugerido: 50 a 100 minutos

Orientações: 

Antes da aula, reveja o vídeo acima de montagem, e as instruções impressas também junto aos projetos. É importante ter todos os passos memorizados, e já se antecipar a possíveis dificuldades que os grupos terão ao decorrer da montagem.

Pergunte aos alunos se eles lembram-se da última aula, e quais conceitos foram apresentados (Equilíbrio, Centro de Gravidade). Apresente aos alunos o projeto que será construído “O RobôDino“. Diga que será a oportunidade de colocar a mão na massa, e construir nosso próprio Robô Dinossauro com o centro de gravidade suficiente para se manter de pé, e isso é o mais importante. 

Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos. Peça para que tirem todos os itens das caixinhas, e coloque sobre a mesa de trabalho. Aproveite este momento para estimular a curiosidade das crianças, passando peça por peça, e perguntando a eles se têm ideia o que cada uma é, e onde irá se encaixar no projeto. Após analisar todas as peças, peça para eles tentarem montar, da própria cabeça, como ficaria o RobôDino.

Você irá reparar que eles terão dificuldade, em sua maioria, para imaginar como seria a catapulta, sem a instruções. Aproveite para comentar como é importante a gente sempre seguir instruções precisamente, e é assim que robôs e computadores “pensam”, eles seguem muito bem instruções. Neste momento oriente-os a abrirem o manual de instruções, e começarem a seguir o passo a passo até completarem.

Durante o período de montagem, deixe que os alunos compartilhem suas opiniões sobre o tema e provoque as crianças com hipóteses como: “Como será que ele vai ficar de pé”, ou “Onde será que é o centro de gravidade dele?”.

Materiais Necessários: Chaves de fenda.

Sistematização

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Permita que compartilhem seus aprendizados e dificuldades em montarem o projeto em grupo. Mostre a imagem acima peça para os alunos completarem a frase. Explique que conceitualmente “Equilíbrio é o nome dado ao estado de um corpo qualquer em que a força resultante sobre ele é nula.”

Temos o equilíbrio estático, que trata de corpos em repouso, ou seja, parados, e temos o equilíbrio dinâmico, com o estudo dos objetos em movimento. O robô Dino precisou de equilíbrio para garantir o movimento.

Comente que uma forma de dotar os objetos de condições melhores de equilíbrio é baixar o centro de gravidade. O melhor exemplo dessa busca de equilíbrio são os carros de corrida. Eles são rebaixados de forma que o piloto corra sentado muito próximo do chão. Assim, eles podem ser inclinados de ângulos relativamente grandes sem perderem o equilíbrio. A carga colocada num trem, se rebaixada, terá maior equilíbrio.

Curiosidade a ser comentada:

Pesquisadores britânicos concluíram que postura agachada das aves foi provocada pela evolução e, embora difícil de sustentar, é necessária para manter o equilíbrio.

A postura esquisita das aves, digna de um praticante de ioga, um tanto agachada e com as pernas em “ziguezague”, agora tem uma explicação científica. Pesquisadores britânicos analisaram modelos em 3D de esqueleto de dinossauros, répteis e aves e concluíram que o agachamento das aves, necessário para a estabilização do corpo, foi o preço pago pela capacidade de voar.

Ao comparar modelos computadorizados, a equipe de pesquisadores da Universidade de Londres descobriu que o centro de gravidade dos pássaros variou ao longo da evolução por causa do alongamento das patas dianteiras, fazendo com que dobrar as patas fosse necessário para manter o equilíbrio. Outro fator que influenciou a postura acocorada foi o fato de a cauda, uma espécie de contrapeso, ter sido reduzida ao longo dos anos.

Fonte: Último Segundo – iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-04-24/cientistas-buscam-em-dinossauros-as-origens-da-postura-das-aves.html

Referências Bibliográficas:

CASTELAN, J.; BARD, R. D. Implementação das metodologias ativas de
aprendizagem nos cursos presenciais de graduação. Revista Vincci, v. 3, n. 1,
p. 2-22, 2018.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

R.C. Hibbeler, Mecânica – Estática, Oitava Edição, Livros Técnicos e Científicos Editora, Rio de Janeiro, 1999.

SILVA, Domiciano Correa Marques da. “Equilíbrio do corpo extenso”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/equilibrio-corpo-extenso.htm. Acesso em 21 de maio de 2020.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições da
neurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Websites:

https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/centro-gravidade-equilibrio-corpo-humano.htm

http://efisica.if.usp.br/mecanica/basico/centro_gravidade/equilibrio/

https://brasilescola.uol.com.br/fisica/centro-gravidade-cg.htm

https://seara.ufc.br/sugestoes-para-feira-de-ciencias/sugestoes-de-fisica/mecanica-2/centro-de-gravidade-e-equilibrio/

https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-04-24/cientistas-buscam-em-dinossauros-as-origens-da-postura-das-aves.html




5) A Lanterna – Aula de Ciências (“Relógio de Sol… Ou Luz?!)

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Identificar e Constatar pontos cardeais de acordo com a posição do sol; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir um protótipo de Relógio de Sol, além de Inferir e Debater sobre suas posições e horários; 

Ao Nível de Aplicação: Estimar o horário baseando-se em pontos cardeais e posição do sol (lanterna); 

Competências Gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

EF04CI09 – Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon).

Esta aula compõe os pilares de Letramento Tecnológico e Letramento Científico da metodologia Flylab da Barco Voador.

Contexto

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Leia com os alunos o Título da aula. Comece perguntando para eles como nós visualizamos as horas. É provável que eles respondam imediatamente o relógio. Provoque perguntando se existe alguma outra maneiro de visualizar o horário.
O momento é de motivar os alunos para o tema, e instigar o pensamento da turma em torno do assunto.

Desafio

Tempo sugerido:  10 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se alguém consegue decifrar o código da imagem. Diga que cada imagem pode significar um número diferente.

Após a provocação inicial, explique que o desenho acima é um “Relógio de Sol” e consegue mostrar o horário baseando-se a posição da nossa estrela maior, o sol. Mostre a imagem abaixo para ilustrar o conceito aos alunos.

Para saber mais: 

O relógio de sol é um relógio que indica as horas conforme a projeção da luz solar, ou seja, é um dispositivo que não depende de trabalho mecânico.

A necessidade de medir o tempo incentivou a invenção de formas que servissem para que as pessoas pudessem se orientar temporalmente. Isso era importante para que elas soubessem, por exemplo, quais eram as épocas de plantio e colheitas.

Uma dessas primeiras formas de mediação é o relógio de sol, inventado há muitos anos. Depois dele, surgiram o relógio de água e o relógio de areia, os quais também são conhecidos respectivamente pelos nomes clepsidra e ampulheta.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/relogio-de-sol/

Mão na Massa

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: 

Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos. Entregue a eles folhas impressas com a imagem acima “Qual é a Senha?”. Solicite que eles observem atentamente as imagens e discutam que horário eles acreditam estar representado naquele desenho. É importante informar aos alunos que faremos uma ideia aproximada do horário e não exata. Pergunte: Que elementos constituem esta imagem?, Como é possível obter uma sombra?, Que elemento é responsável pela sombra?. É importante que os alunos percebam a importância do Sol e sua posição aparente para a definição do horário.

Apresente a imagem abaixo e explique que ao se “mover” no céus (segundo a nossa perspectiva) o sol pode ser utilizado como marcador de horário, pois tem movimentos pré-definidos e previsíveis.

Após a discussão das questões e a discussão dos grupos relativas ao provável horário, proponha que eles representem o movimento aparente do Sol, fazendo as sombras em uma vara. Entregue o material e os oriente a montar a representação: espetar o palito no papelão (que terá colado nele a rosa dos ventos), identificar o nascente e o poente e, com a lanterna representar o movimento aparente do Sol. Oriente-os a fazer isso e observar a imagem, tentando identificar na representação as sombras dos relógios e, percebendo a localização do Sol, identifiquem o período do dia e, consequentemente, o horário aproximado. Circule entre entre os grupos e discuta com eles a posição da lanterna, identificando na rosa dos ventos o nascente e o poente. Pergunte: Se o Sol está mais perto do nascente, que período do dia representa?, Se o Sol está na metade de seu trajeto em direção ao poente, em que período estamos?, entre outras, a fim de fazê-los refletir sobre este movimento aparente, a projeção da sombra na vara e o provável horário do dia.

Materiais Necessários: Papelão de aprox 25cm (para cada grupo), Lanterna montada, Rosa dos Ventos colado no papelão (Clique-aqui para ter acesso e imprimir), Espeto de Churrasco, Canetas ou Canetinhas, Imagens impressas dos horários (Clique-aqui para ter acesso e imprimir).

Sistematização

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Organize os alunos em semicírculo. Mostre uma imagem e solicite que comentem o horário aproximado que definiram para aquela imagem e o porquê. Aproveite as justificativas e peça que os alunos a demonstrem com a lanterna e a vara. Solicite que os demais grupos contribuam com a discussão. Passe para a imagem seguinte, com o mesmo procedimento. Monte um painel no quadro ou em um papel grande com a imagem, o horário aproximado definido e as justificativas dos alunos. No painel é possível incluir também, por meio de desenho, a posição do Sol.

Referências Bibliográficas:

CASTELAN, J.; BARD, R. D. Implementação das metodologias ativas de
aprendizagem nos cursos presenciais de graduação. Revista Vincci, v. 3, n. 1,
p. 2-22, 2018.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

R.C. Hibbeler, Mecânica – Estática, Oitava Edição, Livros Técnicos e Científicos Editora, Rio de Janeiro, 1999.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições da
neurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Website:

https://www.todamateria.com.br/relogio-de-sol/




5) A Lanterna

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Identificar e Constatar diferentes fontes de luzes naturais e artificiais; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir um protótipo de lanterna, além de Inferir e Debater seus caminhos; 

Ao Nível de Aplicação: Concluir que existem diversos tipos de fontes de luz, Usar a lanterna construída para exemplo; 

Competências Gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

Esse projeto pode ser conectado com um Plano de Aula de Ciências sobre “Relógio de Sol..Ou Luz?!”. Clique-aqui para visualizá-lo. Além disso, a Lanterna pode ser utilizada também em outra aula de ciências “Movimentos da Terra”, clique-aqui para visualizá-lo.

Esta aula compõe os pilares de Letramento Tecnológico e Letramento Científico da metodologia Flylab da Barco Voador.

Contexto

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Inicie a aula passando o vídeo acima de um trecho do livro “O Pequeno Príncipe” sobre o Acendedor de Lampiões contido no livro. Para passar o vídeo, é preciso dar contexto aos alunos sobre qual livro é esse e por que ele é importante. O livro “O Pequeno Príncipe”, do autor Antoine de Saint-Exupéry, foi publicado em 1943. No decorrer do vídeo chame a atenção para a ação do acendedor de lampião e para o trabalho dele.

Discuta com a turma:

  • Qual era a função desempenhada pelo acendedor de lampiões e
  • Por que ele tinha esse trabalho?
  • Atente para a relação do trabalho do acendedor de lampião e o sol.
  • Qual é a diferença entre a luz do sol (natural) e a luz do lampião?
  • Quais exemplos que podemos dar sobre luz natural e luz artificial? (Procure por exemplos no dia a dia, na casa, na escola, na sala de aula)

Desafio

Tempo sugerido:  30 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se alguém tem sugestões de como podemos classificar cada luz da imagem acima (por exemplo, classificar como ela é produzida “queimando algo como a vela” ou utilizando energia elétrica como o “Abajur”). 

Divida a turma em grupos de montagem dos projetos maker. E distribua um conjunto de figuras de fontes luminosas, que está disponível para impressão aqui. (http://barcovoador.online/wp-content/uploads/2019/08/Exemplos-Fontes-Luminosas.pdf)

Dinâmica de Classificação I)

Agora, a turma vai trabalhar apenas com os objetos classificados como fontes de luz. Os alunos devem organizar essas figuras em grupos menores. Para isso, terão de estabelecer critérios que permitam saber se uma fonte pertence ou não a determinado grupo. Estimule a criação de critérios relativos à origem da luz emitida. Exemplos: uma lâmpada e uma TV emitem luz com o uso de energia elétrica; uma vela produz luz pela queima de alguma coisa (energia química). 

Um possível conjunto de grupos seria o seguinte: 1) Luz gerada por energia elétrica (TV, celular lâmpada etc.); 2) Luz gerada por “queima” (vela, fogueira, fósforo etc.); 3) Outros (sol, estrelas, vagalume, material fosforescente etc.).

Dinâmica de Classificação II)

Peça que os alunos façam uma nova classificação, agora levando em conta o homem no processo de geração de luz. Uma lâmpada, por exemplo, é fabricada por seres humanos. Sendo assim, essa fonte depende da atividade humana. O sol, por outro lado, não depende do homem para produzir luz. O resultado dessa classificação será o grupo das fontes de origem artificial e natural.

Dinâmica de Classificação III)

Solicite que os alunos coloquem as figuras das fontes luminosas em uma escala, começando da fonte que emite mais luz até a que emite menos. Para mensurar a quantidade de luz, peça que relacionem a área que cada uma das fontes consegue iluminar. Enquanto uma lâmpada é capaz de iluminar um quarto ou uma rua, uma vela ilumina apenas uma mesa. Já um relâmpago ilumina o céu por alguns segundos, enquanto o sol consegue iluminar metade de toda a superfície terrestre por horas (vale dizer que a luz solar que atinge o planeta corresponde a uma fração muito pequena de toda a luz emitida por essa estrela). Procure destacar a diferença na quantidade de luz que cada fonte pode emitir, evidenciando que o sol é a fonte mais poderosa. Importante: deixe claro para as crianças que elas nunca devem olhar diretamente para o sol – devido a sua luminosidade intensa, há risco de lesão ocular.

Finalize as dinâmicas dizendo que na próxima aula nós vamos construir nossa própria fonte de luz, e que ela é totalmente eficiente no consumo de energia e iluminação.

Materiais Necessários: Folhas Impressas A4 com as figuras (o link está no texto)

Mão na Massa

Tempo sugerido: 50 a 100 minutos

Orientações: 

Antes da aula, reveja o vídeo acima de montagem, e as instruções impressas também junto aos projetos. É importante ter todos os passos memorizados, e já se antecipar a possíveis dificuldades que os grupos terão ao decorrer da montagem.

Apresente aos alunos o projeto que será construído “A Lanterna“. Diga que será a oportunidade de colocar a mão na massa, e construir nossa própria fonte de luz, usando uma “lâmpada” diferente que se chama “LED“. Lembre que diferente de outras fontes de luz que estudamos na aula passada, os LEDs não emitem poluição (como a queima de carvão) e nem gastam muito energia (como lâmpadas comuns).

Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos. Peça para que tirem todos os itens das caixinhas, e coloque sobre a mesa de trabalho. Aproveite este momento para estimular a curiosidade das crianças, passando peça por peça, e perguntando a eles se têm ideia o que cada uma é, e onde irá se encaixar no projeto. Após analisar todas as peças, peça para eles tentarem montar, da própria cabeça, como ficaria a catapulta.

Você irá reparar que eles terão dificuldade, em sua maioria, para imaginar como seria a catapulta, sem a instruções. Aproveite para comentar como é importante a gente sempre seguir instruções precisamente, e é assim que robôs e computadores “pensam”, eles seguem muito bem instruções. Neste momento oriente-os a abrirem o manual de instruções, e começarem a seguir o passo a passo até completarem.

Durante o período de montagem, deixe que os alunos compartilhem suas opiniões sobre o tema e provoque as crianças com hipóteses como: “Qual seria o caminho percorrido pela luz?”, ou “Existem vários caminhos?”

Materiais Necessários: Chaves de fenda.

Dinâmica I – Experimento com Ângulos e Distâncias:

Apague as luzes da sala e acenda as lanternas. Reorganize os alunos de modo que cada grupo receba uma lanterna. Peça para que os grupos se dividem e que alguns deles segurem a cartolina vazada. Peça para que os colegas apontem a lanterna para as cartolinas e verifiquem como a luz atua frente ao obstáculo e depois como ela se comporta quando encontra a fresta na cartolina.

Questione-os:

  • E agora, qual é o caminho da luz?
  • Ela faz curva?
  • Como você descreve o caminho da luz ao atingir o cartão?
  • E se tivéssemos mais furos no cartão, o que acha que aconteceria?

Peça para que os alunos registrem as observações em seu caderno e desenhem o caminho percorrido pela luz da lanterna durante o experimento.

Materiais Necessários: Lápis/Caneta, Cartolinas (1 por grupo ou mais).

Dinâmica II :

Apague as luzes da sala e acenda as lanternas. Reorganize os alunos de modo que cada grupo receba uma lanterna. Peça para que os grupos se dividem e que alguns deles segurem a cartolina vazada (faça um furo no meio da cartolina, com lápis ou algo do gênero). Peça para que os colegas apontem a lanterna para as cartolinas e verifiquem como a luz atua frente ao obstáculo e depois como ela se comporta quando encontra a fresta na cartolina.

Questione-os:

  • E agora, qual é o caminho da luz?
  • Ela faz curva?
  • Como você descreve o caminho da luz ao atingir o cartão?
  • E se tivéssemos mais furos no cartão, o que acha que aconteceria?

Peça para que os alunos registrem as observações e desenhem o caminho percorrido pela luz da lanterna durante o experimento.

Dicas: Instigue os alunos a compartilharem seus desenhos sobre como eles achavam que o feixe de luz iria de comportar, e como de fato ele se comportou. Apresentem sugestões e ouçam sugestões de seus pares.

Sistematização

 

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Permita que compartilhem seus aprendizados e dificuldades em montarem o projeto em grupo. Mostre a imagem acima de diferentes fontes de luz. Lembre os alunos que podemos classificar elas por diferentes critérios, até mesma pela fonte (como acima).

Retome o que os alunos haviam dito nas dinâmicas com a lanterna e ressalte o que eles aprenderam na aula. Faça uma retomada dos caminhos que eles desenharam de forma que eles possam fazer um paralelo com o esquema apresentado. Comente que, como visto nas dinâmicas com cartolina, a luz pode ter direção (paralela como acima) quando utilizamos um buraco na cartolina. Ela pode ter outras direções e movimentos (quando colocada em uma lupa, por exemplo), mas isso ficará para uma próxima aula.

Espera-se que tenham entendido as classificações de fontes de luz e seus caminhos. Essa aula é uma aula introdutória para o estudo da luz e suas fontes. 

Referências Bibliográficas:

CASTELAN, J.; BARD, R. D. Implementação das metodologias ativas de
aprendizagem nos cursos presenciais de graduação. Revista Vincci, v. 3, n. 1,
p. 2-22, 2018.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

R.C. Hibbeler, Mecânica – Estática, Oitava Edição, Livros Técnicos e Científicos Editora, Rio de Janeiro, 1999.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições da
neurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;




3) O Robô Dançarino – Aula de História (Mudanças Tecnológicas de Produção)

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Constatar e Reconhecer o progresso e avanço tecnológico nos meios de produções e suas consequência para os seres humanos; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Inferir consequências para a mecanização do trabalho; 

Ao Nível de Aplicação: Esboçar e Ilustrar uma amostra de respostas para manchetes sobre o assunto; 

Competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

EF04HI02 – Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da história da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, criação da indústria, etc.).

Contexto

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Mostre a imagem acima, e estimule os alunos com as seguintes perguntas: Pela imagem, de onde vocês acham que são essas pessoas? Quando foi feita essa imagem? São quantas pessoas? São homens ou mulheres?

Explique que tal quadro foi feito na China, no século XII e mostra “Mulheres da Corte produzindo Seda”. O quadro original pode ser conferido aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Court_Ladies_Preparing_Newly_Woven_Silk

Mostre em um globo ou mapa-múndi a localização da China, ou projete o mapa “Império Qing em cerca de 1820”, disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/File:Qing_Empire_circa_1820_EN.svg

concentração, para que se alcance maiores níveis de meditação.

Desafio

Tempo sugerido:  5 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se eles acreditam que a produção de seda e tecidos mudou ou não. Instigue os alunos a olharem para a imagem acima e avaliarem as “Mudanças” para a imagem anterior da China Antiga. As respostas que estamos buscando irão vir entorno de “Máquinas” e “Robôs”. Nesse momento pegue o “Robô Dançarino” e ligue-o e brinque que é por causa dele que a produção de Seda e outros tecidos mudaram. Explique que eles começaram a perceber que com as máquinas podemos produzir mais seda, com menos mão de obra, e até colocando menos os funcionários em riscos, dependendo da função. É por causa da tecnologia das máquinas que a produção mudou.

Mostre de que os trabalhadores, nas imagens, eram mulheres e crianças, pois os donos das fábricas pagavam um salário mais baixo para elas, como também davam punições severas quando o serviço não saía do jeito que queriam, porque diziam que elas eram mais obedientes e mais fáceis de serem controladas do que os homens.

Depois pergunte: pensando no caso das crianças, o que vocês acham que elas podem ter perdido por causa do tempo em que estavam trabalhando? E vocês acham que elas ganharam alguma coisa?

Mostre que as crianças perderam momentos de lazer com amigos e os pais, assumindo uma responsabilidade muito difícil para sua idade. Essa responsabilidade poderiam ter desenvolvido de forma mais prazerosa e de acordo com sua faixa etária e amadurecimento, não trabalhando como adultas.

Mão na Massa

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: 

Explique que a mecanização e novas tecnologias estão mudando o mercado de produção e trabalho a todo momento. Mostre a imagem acima, e pergunte quando seres humanos tem na fábrica e quantas máquinas. Conclua que com o mercado de produção e trabalho cada vez mais mecanizado nossas profissões irão se modificar muito nas próximas décadas.

Solicite que as crianças se organizem em grupos de quatro alunos. Leia ou projete para os alunos as orientações. Entregue para cada grupo as manchetes (que estão listadas abaixo, e também podem ser entregues impressas). 

Manchete 1 – O Brasil vai sofrer com a automatizações das profissões? https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1951904-16-milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-na-proxima-decada.shtml

Manchete 2 – O que é um Chatbot? Ele pode substituir humanos?https://einvestidor.estadao.com.br/comportamento/novo-emprego-maos-chatbot/

Manchete 3 – Quais são as profissões do futuro?https://www.consumidormoderno.com.br/2020/01/09/linkedin-profissoes-do-futuro/

Manchete 4 – Vamos Perder nossos Empregos para Robôs? https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-38979057

Solicite que os alunos leiam as manchetes, discutam as informações e depois respondam às perguntas sobre cada uma delas. Nesse momento, ande pela sala e verifique quais são as interpretações feitas sobre as manchetes. Solicite que cada grupo escreve em conjunto uma resposta para a pergunta de sua manchete acima.

Materiais Necessários: Canetas, Lápis, Folhas A4.

Sistematização

Tempo sugerido: 20 minutos

Peça para os alunos produzirem em seus grupos, cartazes tamanho A3, cada um como tema a pergunta de sua manchete.

Fale que, como eles já sabem de como começou a revolução tecnológica de produção e suas consequências para o futuro, deverão elaborar um cartaz que servirá como uma propaganda, mostrando suas respostas para cada manchete, com ilustrações próprias dos alunos.

Depois de terminado, escolha algumas duplas para apresentarem aos colegas.

Fixe os cartazes em um mural para expor todas as produções.

Orientações:

Referências Bibliográficas:

ANTUNES, J., Nascimento, V. S., & Queiroz, Z. F. (2019). Metodologias ativas na educação: problemas, projetos e cooperação na realidade educativa. Informática na educação: Teoria & prática, 22(1), 111-127).

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições daneurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;




3) O Robô Dançarino

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Contrastar as evoluções tecnológicas das máquinas de antigamente com as hoje em dia; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir um de Robô Dançarino como exemplo de Máquina autônoma; 

Ao Nível de Aplicação: Dar exemplos dos impactos das mudanças tecnológicas na sociedade e mundo; 

Competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

Esse projeto pode ser conectado com um Plano de Aula de História sobre “O Poderoso Exército Romano”. Clique-aqui para visualizá-lo.

Contexto

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Inicie a aula apresentando os dois quadros acima para os alunos. Pergunte para a turma: “Quando vocês acham que foi feita?”, “Quantas pessoas?”, “São mulheres ou homens?”, “Onde vocês acham que essas pessoas estão?”, “O que elas podem estar fazendo?”. Comente que esses quadros são de um período chamado “Idade Média” e mostram servos e agricultores cultivando a terra, com suas “máquinas” da época. 

Discuta com a turma:

  • Exitem máquinas nos quadros?
  • Para que servem?
  • E se não tivessem essa máquina, como que teriam que Arar a terra? (Com as mãos?)
  • Que energia vocês acham que as máquinas precisam para funcionar?

Explique que essa “Máquina” medieval se chama “Arado”. Complemente dizendo que o  Arado é um instrumento que serve para lavrar (arar) o solo, revolvendo a terra com o objetivo de descompactá-la e, assim, viabilizar um melhor desenvolvimento das raízes das plantas. Ele é utilizado desde muito antigamente, há registro de egípcios usando essa ferramenta.

Desafio

Tempo sugerido:  15 minutos

Orientações: Peça para os alunos se lembrarem e compararem as ilustrações da Idade Medieval com a fotografia acima atual. Depois pergunte: existe a mesma quantidade de trabalhadores na colheita nas duas imagens, ou seja, na ilustração dos quadros anteriores para fotografia acima? O que mudou entre as duas se ainda a atividade de Arado é a mesma? O que vocês acham que os trabalhadores na fotografia acima fazem? Se não tivesse essa máquina, será que precisaria de mais pessoas para fazer o mesmo serviço e no mesmo tempo que essas máquinas? O que mudou, se ainda é Arado?

Se possível, escreva no quadro/lousa dois quadrantes: “Antigamente” e “Hoje em Dia”, e vá anotando as opiniões e constatações de cada quadrante, de acordo com as respostas dos alunos.

As respostas que estamos procurando irão vir em torno do aumento da automatização do trabalho, seus benefícios e consequências.

Pergunte também: apesar de alguns benefícios (menos esforço do operário, por exemplo), quais podem ser as consequências para os seres humanos ao serem substituídos pela mão de obra das máquinas?

Deixe que deem as suas hipóteses, direcionando suas ideia de que. Por fim, diga que agora eles irão poder construir nossa primeira máquina automatizada, de maneira mais simples. Mas ela irá ter um objetivo muito mais divertido do que a máquina de Arado! 

Para você saber mais: 

Sobre a automação e os empregos leia a reportagem “Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030”, por Fernanda Perrin, do Jornal Folha de São Paulo. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1951904-16-milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-na-proxima-decada.shtml>. 

Também leia o artigo “Tecnologia pode automatizar 3 a cada 10 empregos”, por Patrícia Basílio, da Revista Época Negócios. Disponível em <https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2018/06/tecnologia-pode-automatizar-3-cada-10-empregos.html>. 

E, a notícia “Você corre risco de perder o emprego para um robô?”, por Rafael Barifouse, da BBC News Brasil. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-38979057>. 

Mão na Massa

Tempo sugerido: 50 a 100 minutos

Orientações: 

Antes da aula, reveja o vídeo acima de montagem, e as instruções impressas também junto aos projetos. É importante ter todos os passos memorizados, e já se antecipar a possíveis dificuldades que os grupos terão ao decorrer da montagem.

Apresente aos alunos o projeto que será construído “O Robô Dançarino“. Diga que ao contrário das máquinas que vimos na contextualização, nossa “Máquina” ou “Robô” será muito mais simpático e divertido.

Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos. Peça para que tirem todos os itens das caixinhas, e coloque sobre a mesa de trabalho. Aproveite este momento para estimular a curiosidade das crianças, passando peça por peça, e perguntando a eles se têm ideia o que cada uma é, e onde irá se encaixar no projeto. Após analisar todas as peças, peça para eles tentarem montar, da própria cabeça, como ficaria o Robô.

Você irá reparar que eles terão dificuldade, em sua maioria, para imaginar como seria o Robô, sem a instruções. Aproveite para comentar como é importante a gente sempre seguir instruções precisamente, e é assim que robôs e computadores “pensam”, eles seguem muito bem instruções. Neste momento oriente-os a abrirem o manual de instruções, e começarem a seguir o passo a passo até completarem.

É importante verificar se este projeto terá a parceria com o professor de Artes (para aula de customização). Pois o ideal é deixar o Prof. de Artes responsável por uma aula para total customização do nosso Robô Dançarino.

Este projeto é simples e tem como o objetivo apresentar aos alunos sua primeira automação de movimentos por meio de um motor. A diversão estará na jornada de montagem e depois dar algumas risadas com nosso pequeno robô dançando!

Materiais Necessários: Chaves de fenda.

Dicas: Evite passar o vídeo instrucional, ele é para uso do professor. A ideia é estimular os alunos, em grupo, acharem a solução de montagem sozinhos e com o passo a passo. No momento da montagem passe de mesa em mesa, tirando dúvidas. Abuse de feedbacks positivos a cada parte do projeto montado, para estimular os alunos. Caso tenha problemas de relacionamentos em algum grupo, oriente que cada um no grupo pode ter uma função específica (por exemplo: ler as instruções, pegar as peças, montar, parafusar, colorir..)

Sistematização

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Permita que compartilhem seus aprendizados e dificuldades em montarem o projeto em grupo. Mostre o vídeo acima de robôs dançando. Explique que esses, ao contrário daqueles de montamos, são mais inteligentes e por isso, conseguem fazer mais passos de dança. Para brincar, pergunte se nossos robôs ou esses poderia substituir dançarinos de verdade.

Finalize comentando que com o aperfeiçoamento das tecnologias, mais pessoas estão sendo substituídas por máquinas, que não precisam mais da força e energia da mão de obra para funcionar, já que podem trabalhar por muito tempo sozinhas, conectadas à energia elétrica, produzindo mais rapidamente e em maior quantidade.

Referências Bibliográficas:

CASTELAN, J.; BARD, R. D. Implementação das metodologias ativas de
aprendizagem nos cursos presenciais de graduação. Revista Vincci, v. 3, n. 1,
p. 2-22, 2018.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições da
neurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Websites:

“Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030”, por Fernanda Perrin, do Jornal Folha de São Paulo. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1951904-16-milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-na-proxima-decada.shtml>. 

“Tecnologia pode automatizar 3 a cada 10 empregos”, por Patrícia Basílio, da Revista Época Negócios. Disponível em <https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2018/06/tecnologia-pode-automatizar-3-cada-10-empregos.html>. 

“Você corre risco de perder o emprego para um robô?”, por Rafael Barifouse, da BBC News Brasil. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-38979057>.




4) A Máquina de Artes – Aula de Artes (O Colorido das Mandalas)

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Constatar e Reconhecer o uso mandalas na cultura mundial, além do uso específico de cada cor; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Propor diferentes padrões de mandalas para seu grupo; 

Ao Nível de Aplicação: Esboçar e Ilustrar variados tipos de mandala; 

Competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

EF15AR04 – Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

Contexto

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Pergunte se a turma sabe o que são Mandalas. Mostre a imagem acima e converse sobre o significado delas, dando espaço para os estudantes fazerem associações livres. Se possível, mostre outras mandalas para crianças, disponíveis no website “Mundo das Mandalas“. Deixe que os alunos teçam comentários e depois faça alguns questionamentos.

Discuta com a turma:

  • Quais as formas geométricas mais evidentes?
  • Qual a cor predominante?

Explique que para muitas pessoas a mandala é apenas um objeto decorativo, que embeleza o ambiente, mas ela representa muito mais do que isso. Os desenhos de mandala foram criados na Índia, Tibete e outras regiões da Ásia há muito tempo atrás (séc. VIII). Esse tipo de pintura era muito usado, principalmente por monges. Elas ajudavam na concentração e meditação. Para essas culturas, elas demonstram a integração e a harmonia em tudo o que é feito na vida. 

Para saber mais: A mandala, no sânscrito, significa círculo de cura, mundo inteiro ou integral. Ela está ligada ao universo das energias iluminadas, as mesmas que paradoxalmente constituem as emoções em desequilíbrio, como raiva, apego e ignorância, em estado de transmutação sublime nas esferas de luz. Nestas dimensões mais elevadas estes sentimentos ganham status de fortaleza, compaixão e sabedoria. Portanto, despido destas nódoas, o Homem transcende sua condição dualista e alcança a integridade.

Desde épocas ancestrais os círculos têm para a Humanidade um simbolismo profundo. Entre os primitivos, os anos eram representados como o ciclo percorrido pelo Cosmos. Nos recintos sagrados de todos os tempos percebe-se a presença de mandalas nos detalhes arquitetônicos, simbolizando a eternidade como uma concepção dos deuses, uma vez que eles eram considerados os construtores dos templos. Entre os povos mais antigos as residências eram edificadas a partir de um ponto central, assim seus moradores podiam incessantemente recriar o mundo, reproduzindo e preservando as atitudes do Criador, e ao mesmo tempo estar ligado às três etapas da vida – inferior, média e superior.

Há vários tipos de mandala, algumas pintadas conforme uma técnica conhecida como thangkas, outras construídas em três dimensões sobre madeira ou metal, e algumas edificadas com areia colorida, as quais são depois desconstruídas, com sua matéria-prima atirada aos rios – um símbolo da efemeridade da existência. Elas são sempre compostas com uma rica combinação de cores, tecendo imagens que contribuem, através de seu poder de desencadear intensa energia de concentração, para que se alcance maiores níveis de meditação.

Desafio

Tempo sugerido:  5 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se eles sabem onde existem outras formas parecidas com mandala ao redor. Fale sobre a estrutura geométrica das mandalas e instigue a curiosidade da criançada. Proponha a identificação de mandalas que podem estar presentes em diferentes formas que aparecem no nosso cotidiano, como no sol, na lua, em algumas frutas. Depois pede que citem outros objetos que podem lembrar o formato de mandala.

Faça a ponte para a próxima etapa mão na massa, dizendo que agora vamos utilizar uma máquina de artes para nos ajudar a construir nossas mandalas.

Mão na Massa

Tempo sugerido: 35 a 45 minutos

Orientações: 

Lembre que além do seu formato, que modifica o ambiente, as cores da mandala também possuem grande influência nesse sentido. De acordo com estudos, a cor pode influenciar na energia do ambiente, o que pode mudar a percepção da emoção dos indivíduos que frequentam o local.  Apresente para as crianças o significado das cores (em mandalas): –Rosa: protege o trabalho e favorece o amor, fortalecendo os relacionamentos pessoais.  –Laranja: é a cor responsável por melhorar o ânimo. Representa a coragem e o recomeço. –Vermelho: representa a coragem e energia. Afasta sentimentos de depressão. -Preto: remete ao autoconhecimento e deixa o ambiente mais formal. –Violeta: representa espiritualidade e reflexão. Deixa o ambiente limpo de coisas negativas. –Azul: remete à fidelidade, além de trazer calma e equilíbrio interior. Uma boa cor para quem sofre com insônia.  –Dourado: traz a energia solar que ilumina os caminhos. Atrai dinheiro e sucesso profissional. –Marrom: desperta para a caridade e humildade. –Amarelo: estimula a concentração. Também representa o intelecto e a razão. –Prata: traz a energia lunar, que faz a ligação com o mundo espiritual e o inconsciente.  -Branco: paz e equilíbrio interior. Simboliza a pureza e a inocência.  –Verde: esperança, crescimento pessoal e neutralização do ciúme. Está ligado à cura e acalma o ambiente. Explique que agora vamos construir nossas próprias mandalas. Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos (de preferência o mesmo que construiu A Máquina de Artes). Cada grupo poderá fazer até 3 mandalas diferentes com suas máquina de artes, e cada desenho deverá ser justificado pelo o uso das cores, conforme apresentado acima. Ou seja, se uma manda foi pintada de amarelo e azul, os alunos podem escrever em baixo a justificativa “Remete à fidelidade, além de trazer calma e equilíbrio interior. (Azul) Estimula a concentração. Também representa o intelecto e a razão.”.

Caso seja necessário, apresente esses padrões de referência:

Os alunos podem fazer alguns padrões com a máquina de artes, e outros com a mão livre. Uma boa estratégia é combinar papeis diferentes de cada aluno dentro do seu grupo. Por exemplo, um aluno pode escolher as cores, o outro fazer padrões na Máquina de Artes, outro complementar padrões com a mão livre e outro colorir dentro e etc. É um bom momento para exercer empatia e conseguir criar mandalas com cores e conceitos que todos os membros do grupo concordem.

Materiais Necessários: A Máquina de Artes, Canetinhas Coloridas, Lápis, Folhas A4 (cortadas no tamanho da Máquina de Artes).

Sistematização

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Recolha os mandalas criados (que posteriormente você pode criar um mural com todos os desenhos, grupos e justificativas para cada mandala). Fale que o mandala é tradicionalmente uma imagem circular composta de formas, símbolos e cores variados numa disposição tal, que os olhos acabam sempre convergindo para seu centro. Comente que isso significa que uma mandala não precisa necessariamente ser construída em uma base circular. Geralmente o círculo (mandala) é inserido em um fundo quadrado ou retangular, com outras imagens (ou não), que acabam por integrar-se a ela. 

Agradeça os alunos por trabalharem em grupo, e finalize com uma curiosidade: Os mandalas podem ser criados com vários materiais, madeira, papel, tintas e até areia!

Caso tenha mais interesse em saber os benefícios de mandalas como terapia, assista esse vídeo.

Referências Bibliográficas:

ANTUNES, J., Nascimento, V. S., & Queiroz, Z. F. (2019). Metodologias ativas na educação: problemas, projetos e cooperação na realidade educativa. Informática na educação: Teoria & prática, 22(1), 111-127).

FIORAVANTI, Celina. Mandalas. Como Usar a Energia dos Desenhos Sagrados. São
Paulo: Cultrix, 2000.

JUNG, Carl G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo . Petrópolis: Vozes, 2002.

OFICINA DA ALMA. Mandalas. Disponível em
http://www.oficinadaalma.com.br/mandalas/montamandala/index.htm.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições daneurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Websites:

https://www.infoescola.com/budismo/mandala/

https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/mandala




4) A Máquina de Artes

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Constatar e Reconhecer o uso de engrenagens em objetos ao seu redor; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Debater a utilização e importância de engrenagens como tecnologia do dia a dia; 

Ao Nível de Aplicação: Montar e Operar um protótipo de Máquina de Artes; 

Competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

Esse projeto pode ser conectado com um Plano de Aula de Artes sobre “A Arte Mandala”. Clique-aqui para visualizá-lo.

Contexto

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Inicie a aula falando que hoje irá apresentar algo muito especial. Comece explicando que antigamente, reis e rainhas (que tinham condições) encomendavam de artesãos relógios diferentes (comente de forma bem humorada que tudo dos reis era diferente, não é mesmo? –  Os castelos, casas, carruagens, e etc – Por que os relógios seriam iguais?), e hoje vamos conhecer um bem diferente, um relógio em formato de Pavão de Ouro!

Apresente o vídeo acima para os alunos, se não for possível, apresente essa imagem impressa (clique-aqui). Pergunte aos alunos se eles já haviam visto tal relógio em formato de pavão, e o que eles pensaram sobre o vídeo. Após breve conversa, comente que esse “relógio” foi encomendado pela Imperatriz Catarina da Rússia, e é um dos maiores relógios autômatos (automático) do mundo. Ele consiste nas figuras de um pavão, um galo e uma coruja que entram em movimento a cada hora.

Discuta com a turma:

  • Alguém já tinha pensado que um pavão pode ser um relógio?
  • Como seria ter um Relógio do Pavão em nossa casa? Ia ocupar muito espaço? (Para descontrair)
  • Neste momento, faça uma ponte para o desafio e assunto principal:
  • E porque o pavão se movimenta a cada hora? Como? (Buscamos a resposta aqui “Engrenagens” – que aparecem por alguns segundos no vídeo)

Para saber mais sobre engrenagens e relógios:

Os relógios mecânicos são constituídos de engrenagens que transportam essa energia e são elementos que servem para controlar a passagem do tempo.

Além disso, as engrenagens também se conectam com os ponteiros. Por isso é necessário um trem de engrenagens: para multiplicar a velocidade de giro e fazer que elas girem em velocidades diferentes — algumas, com uma velocidade bem específica. O número de dentes das rodas e seus pinhões são cuidadosamente calculados para que permitam o giro dos ponteiros na velocidade correta. A rodagem básica é composta pela roda de centro, bem como pela terceira e quarta rodas. A roda de centro possui um eixo que atravessa para o lado do mostrador para que possa se conectar com o ponteiro dos minutos por meio de uma peça chamada chaussée, encaixada no eixo da roda de centro. Essa roda também tem a função de carregar uma outra engrenagem, chamada roda dos minutos, que, reduzindo a velocidade, impulsiona a roda das horas, onde vai encaixado o ponteiro das horas. Como a roda de centro se conecta diretamente com o ponteiro dos minutos, ela precisa dar uma volta completa a cada 60 minutos.

Desafio

Tempo sugerido:  25 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se eles sabem o que são engrenagens. Defina engrenagens como objetos circulares que transmitem movimento um para o outro, nessa parte, pode utilizar das engrenagens do próprio kit maker para ilustrar o “movimento” que elas fazem.

Lembre que as engrenagens estão em todos os lugares, exemplifique perguntando aos alunos se cada objeto na imagem acima tem ou não engrenagens. A resposta é que sim em todos eles (“Carro” na caixa de marchas, transmissão e direção), (“Ventilador”,  para transmitir movimento do motor às pás), (“Ar Condicionado”, para “sugar” o ar usam-se pás com engrenagens para movimentação), (“Relógio”, ilustre com essa imagem para os alunos).

Após isso, convide as crianças a se dividirem em 5 grupos, cada um terá que descrever (em uma folha A4) ao menos 4 objetos em cada um dos ambientes abaixo que tenham engrenagens. Determine um tempo de até 15 minutos para realização de tal tarefa (as crianças costumam apreciar esses desafios com tempo marcado). 

Grupo 1) Casa

Exemplos que podem ser dados para grupos em dificuldades: Relógio, Ventilador, Computador (Cooler), Geladeira (Motor), Air Fryer (Motor Ventilador), Ar Condicionado (Motor), Tocadores de Discos ou Vinil (Motor).

Grupo 2) Escola

Relógio, Ventilador, Computador (Cooler), Ar Condicionado, Projetor (Cooler), Catracas (Motor).

Grupo 3) Rua

Carros (Sistemas de transmissão, caixa de marchas, limpador de párabrisa), Motos (Motor), Bicicletas (Sistema de Transmissão), Caminhão (Sistemas de transmissão, caixa de marchas, limpador de párabrisa) e outros veículos.

Grupo 4) Parque de Diversões

Carrossel (Sistema de Transmissão), Barco Viking (Motor de aceleração abaixo do barco), Montanha Russa (Engrenagens para subidas e motores para tal fim), Chapéu Mexicano (Sistema de Transmissão).

Grupo 5) Fábrica 

Linhas de montagem (Sistema de Transmissão), Robôs de montagem (Sistema de Transmissão), Veículos de Condução Interna (Motor), Ventiladores Industriais(Motor), Geladeiras (Motor), Catracas (Sistema de transmissão).

Ao final, peça um aluno de cada grupo leia cada objeto que seu grupo colocou. Discuta com a turma a validade ou não de cada item colocado na lista de cada grupo.

Materiais Necessários: Lápis/caneta, folhas A4 (caso não seja utilizado do Material Didático).

Mão na Massa

Tempo sugerido: 50 a 100 minutos

Orientações: 

Antes da aula, reveja o vídeo acima de montagem, e as instruções impressas também junto aos projetos. É importante ter todos os passos memorizados, e já se antecipar a possíveis dificuldades que os grupos terão ao decorrer da montagem.

Apresente aos alunos o projeto que será construído “A Máquina de Artes“. Diga que será a oportunidade de colocar a mão na massa, e construir nosso próprio protótipo da tecnologia. Lembre as crianças da importância de se aprender fazendo e construindo projetos.

Divida as crianças em grupos de 3 ou 4 alunos. Peça para que tirem todos os itens das caixinhas, e coloque sobre a mesa de trabalho. Aproveite este momento para estimular a curiosidade das crianças, passando peça por peça, e perguntando a eles se têm ideia o que cada uma é, e onde irá se encaixar no projeto. Após analisar todas as peças, peça para eles tentarem montar, da própria cabeça, como ficaria a máquina.

Você irá reparar que eles terão dificuldade, em sua maioria, para imaginar como seria a máquina, sem a instruções. Aproveite para comentar como é importante a gente sempre seguir instruções precisamente, e é assim que robôs e computadores “pensam”, eles seguem muito bem instruções. Neste momento oriente-os a abrirem o manual de instruções, e começarem a seguir o passo a passo até completarem.

Ao final, não deixe os alunos terminarem sem customizarem seus projetos. Peça para que levem canetinhas, lápis de cor e outros itens. Estimule eles a desmontarem, colorir/pintar o projeto, e remontá-lo.

Dicas: Evite passar o vídeo instrucional, ele é para uso do professor. A ideia é estimular os alunos, em grupo, acharem a solução de montagem sozinhos e com o passo a passo. No momento da montagem passe de mesa em mesa, tirando dúvidas. Abuse de feedbacks positivos a cada parte do projeto montado, para estimular os alunos. Caso tenha problemas de relacionamentos em algum grupo, oriente que cada um no grupo pode ter uma função específica (por exemplo: ler as instruções, pegar as peças, montar, parafusar, colorir..)

Ao final, corte pequenas folhas de papel (A4) para serem fixadas em cada Máquina, e estimule os alunos a desenharem padrões diferentes, e com cores diferentes, em cada papel.

Materiais Necessários: Chaves de fenda, lápis de cor, canetinhas, tintas e etc.

Sistematização

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Permita que compartilhem seus aprendizados e dificuldades em montarem o projeto em grupo. Mostre a imagem acima e diga que esse mecanismo está relacionado à máquina de artes que montaram. O desenho acima é de polias, que tem funcionamento semelhante às nossas engrenagens, e aqui tem o objetivo de ilustrar a transferência de movimento de uma engrenagem (ou polia) para outra.

Comente que por meio da combinação de engrenagens de diferentes características, é possível transmitir movimentos e ampliar ou reduzir forças. Nesse caso, é possível dispensar as correias ou polias, fazendo a transmissão diretamente pelo contato entre as engrenagens. Exemplifique (mostrando a imagem):

  • A) A engrenagem de aro maior começa a se movimentar, e movimenta a engrenagem de aro menor junto; Nós transferimos movimento da engrenagem maior para a menor; A engrenagem menor se movimenta mais rápido.
  • B) A engrenagem de aro menor começa a se movimentar, e movimenta a engrenagem de aro maior junto; Nós transferimos movimento da engrenagem menor para a maior; A engrenagem maior se movimenta menos rápido.

Pergunta se eles haviam reparado em tal relação quando montaram a Máquina de Artes. E o que acham sobre isso. Finalize a aula conceituando que as engrenagens também têm ampla aplicação na indústria mecânica. Basicamente, elas são discos dentados que podem ser feitos de diversos metais ou ligas resistentes (para serviços mais pesados, como máquinas, câmbios e motores) ou de plástico (para usos mais leves, como em relógios de parede, por exemplo).

Referências Bibliográficas:

ANTUNES, J., Nascimento, V. S., & Queiroz, Z. F. (2019). Metodologias ativas na educação: problemas, projetos e cooperação na realidade educativa. Informática na educação: Teoria & prática, 22(1), 111-127).

FIORAVANTI, Celina. Mandalas. Como Usar a Energia dos Desenhos Sagrados. São
Paulo: Cultrix, 2000.

JUNG, Carl G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo . Petrópolis: Vozes, 2002.

OFICINA DA ALMA. Mandalas. Disponível em
http://www.oficinadaalma.com.br/mandalas/montamandala/index.htm.

MATTAR, J. Metodologias Ativas para a educação presencial blended e a
distância. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

ZWICKER, M. R. G. A aprendizagem ativa e o cérebro: contribuições daneurociência para uma nova forma de educar. In: SANTOS, C. M. R. G.;

Websites:

https://www.infoescola.com/budismo/mandala/

https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/mandala

http://museu2009.blogspot.com/2016/06/the-hermitage-museum-com-famoso-relogio.html




2) A Catapulta – Aula de História (O Poderoso Exército Romano)

Objetivos de Aprendizagem

Ao Nível de Conhecimento: Identificar e Reconhecer o sucesso militar do Império Romano, além de associá-lo ao poder de organização do exército; 

Ao Nível de Solução de Problemas: Construir e Desenhar mapas mentais sobre pontos do exército romano; 

Ao Nível de Aplicação: Associar o sucesso do império ao seu exército e engenharia; 

Competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Utilizadas

EF04HI01 – Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano, no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo.

Contexto

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Inicie a aula mostrando a imagem acima impressa ou projetada para os estudantes. Pergunte aos alunos se eles sabem do que se trata a imagem. Depois, questione “O Império Romano se estendeu por quais continentes? Cite alguns países atuais que faziam parte do Império Romano.”  Deixe que os estudantes construam suas respostas verbalmente.

É esperado que os estudantes observem que o primeiro mapa representa o Império Romano no ano de 117 d.C, século I. O segundo mapa é um detalhe de um planisfério atual, representando a Europa e partes de Ásia e África. É possível que os estudantes levantem diversas hipóteses para tal expansão, a principal delas a guerra e a destruição dos povos conquistados. Deixe que os estudantes construam suas hipóteses. No fim das apresentações, pergunte se a guerra era o único meio de conquista e se o que restava aos conquistados era somente a destruição. Deixe estas questões abertas.

Caso Professor(a) queira falar mais: Roma construiu um dos maiores impérios da História, este império se estendeu por boa parte da Europa, o norte da África e regiões da Ásia. Estas conquistas só foram possíveis graças ao Exército e à Marinha romana. As forças de mar e terra do Império Romano estavam entre as melhores do mundo. As estradas, construídas por todo o império, garantiam a rápida movimentação das tropas e das riquezas que eram extraídas das regiões conquistadas. Com a conquista, iniciava-se um processo chamado de “romanização”, neste processo, os povos conquistados iam gradativamente absorvendo costumes e hábitos dos romanos. O latim, língua falada em Roma, é um claro exemplo da “romanização”: a língua foi levada pelos romanos a boa parte das regiões da Europa. Com a expansão europeia que teve início do século XIV, línguas derivadas do latim foram levadas para muitas regiões do planeta, entre elas o Brasil.

Desafio

Tempo sugerido:  25 minutos

Orientações: Peça a uma criança para ler a questão disparadora, e pergunte se alguém tem sugestões de como isso aconteceu. Comente com eles os conteúdo do contexto, dizendo que Roma construiu um dos maiores impérios da História, este império se estendeu por boa parte da Europa, o norte da África e regiões da Ásia. Estas conquistas só foram possíveis graças ao Exército e à Marinha romana. As forças de mar e terra do Império Romano estavam entre as melhores do mundo. As estradas, construídas por todo o império, garantiam a rápida movimentação das tropas e das riquezas que eram extraídas das regiões conquistadas. Com a conquista, iniciava-se um processo chamado de “romanização”, neste processo, os povos conquistados iam gradativamente absorvendo costumes e hábitos dos romanos.

Caso tenha tempo, a informação pode ser complementada com o vídeo abaixo:

Mão na Massa

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações: 

Divida os alunos em 4 grupos temáticos, cada um com uma área do exército ou estruturas que foram importantes para a expansão do império: O Exército, A Marinha, As Estradas Romanas, As Conquistas Romanas.

Distribua para cada grupo os materiais impressos abaixo (ou virtualmente), peça para ler atentamente os links e textos.

Grupo 1 – O Exército Romano

https://escolakids.uol.com.br/historia/o-poderoso-exercito-romano.htm

http://www.ppe.uem.br/jeam/anais/2008/pdf/c018.pdf

Grupo 2 -A Marinha Romana

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marinha_romana

https://www.facebook.com/GuerraseSuasCuriosidades/posts/a-marinha-romana-os-navios-romanos-eram-bem-semelhante-a-aqueles-usados-pelos-gr/1899777643622702/

Grupo 3 – As Estradas Romanas

https://www.infoescola.com/curiosidades/historia-das-estradas/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrada_romana

Grupo 4 – As Conquistas Romanas

https://www.infoescola.com/historia/conquistas-romanas/

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042005000100002

Distribua as cartolinas para os grupos, e instrua-os a fazer cada um mapa mental sobre seu assunto. Caso não saiba como organizar um mapa mental, assista o vídeo acima (que também pode ser passado aos alunos).

Materiais Necessários: 4 Cartolinas, Canetinhas, Lápis e etc.

Sistematização

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Finalize a aula mostrando “ao vivo” uma das invenções do exército romano: “A Catapulta”. Ela foi montada na aula maker com os alunos.

A Catapulta foi inventada ainda na antiguidade, mas foi o exército romano que a aperfeiçoou e transformou-a em uma máquina de guerra muito mais eficaz. Com significado em grego indicando algo como “jogar contra”, a catapulta foi uma das poucas armas da Antiguidade com local e data de nascimento registrados: a cidade-Estado grega de Siracusa, na ilha da Sicília (atual Itália), por volta de 399 a.C. Mas há um mistério. O artesão que bolou a catapulta permanece desconhecido. Uma das explicações é que, provavelmente, o engenheiro que concebeu a peça era um escravo. E escravos não podiam levar a fama.

Um exemplo de como ela foi utilizada, é o cerco de Massada, em Israel. Em uma cidade nas montanhas, e muito fortificada, as catapultas juntos com a engenharia e organização do exército romana permitiram a invasão. Veja o vídeo abaixo, caso queria passar aos alunos:

Referências Bibliográficas:

PIOTROWSKI, Helton Augusto; VENTURINI, Renata Lopes Biazotto. Roma Victor! Um estudo sobre o Exército romano republicano e imperial, Universidade Estadual de Maringá, disponível em http://www.ppe.uem.br/jeam/anais/2008/pdf/c018.pdf Acesso em: 17/3/2019.

FREITAS, João Carlos de Mattos. Território e territorialidade no Império Romano: a utilização do padrão urbanístico das cidades construídas enquanto tática de romanização. Revista Tamoios, v. 5, nº 2 (2009) . Disponível em https://www.e-publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/tamoios/article/view/1004Acesso em: 17/3/2019.

RODRIGUES, Sandra. As estradas romanas do Algarve. Universidade do Algarve, disponível em https://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/5908 Acesso em: 17/3/2019.

MENDES, Norma Musco. Império e romanização. Estratégias, dominação e colapso. UFRJ, 2007. Disponível em http://ppg.revistas.uema.br/index.php/brathair/article/viewFile/549/477 Acesso em: 17/3/2019.

MENDES, Norma Musco; CUNHA, Maria da; DAVIDSON, Jorge. A experiência imperialista romana: teorias e práticas, Tempo vol. 9 nº 18 Niterói Jan./Jun. 2005. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042005000100002 Acesso em: 17/3/2019.

FRITSCH, Theodor. O latim vulgar, esboço histórico e linguístico. Revista da USP, disponível em http://www.revistas.usp.br/linguaeliteratura/article/view/115694/113222 Acesso em: 18/3/2019.

Documentário Roma – Ascensão e queda de um império – Parte 1 – A primeira guerra contra os bárbaros (HD). Série de documentários produzidos pelo
History Channel que mostra a ascensão e a queda do Império Romano. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=vBPjQk9GDug&t=14s Acesso em: 18/3/2019. No YouTube é possível encontrar os nove episódios da série de documentários.